{"id":4129,"date":"2022-01-05T09:17:10","date_gmt":"2022-01-05T12:17:10","guid":{"rendered":"http:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/?page_id=4129"},"modified":"2022-01-17T10:05:29","modified_gmt":"2022-01-17T13:05:29","slug":"desordem-caos-editorial","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/desordem-caos-editorial\/","title":{"rendered":"Desordem &#038; Caos &#8211; Editorial"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-container-7 wp-block-columns alignfull\">\n<div class=\"wp-container-4 wp-block-column\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<h2>Editorial<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-3 wp-block-columns alignfull\">\n<div class=\"wp-container-1 wp-block-column\">\n<p>Escrever sobre cadeias locais n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas tentarei abordar o assunto ao longo desta breve exposi\u00e7\u00e3o virtual. Embora a hist\u00f3ria das pris\u00f5es tenha crescido muito nos \u00faltimos anos, existem alguns nichos dentro daquele universo que enfrentam dificuldades: quando n\u00e3o s\u00e3o as fontes \u00e9 a pouca bibliografia, como \u00e9 o caso de Minas Gerais. Neste sentido, a vasta documenta\u00e7\u00e3o do Arquivo P\u00fablico Mineiro exposta ao p\u00fablico em 2013 \u00e9 exemplar: cerca de vinte mil documentos e muito ainda o que pesquisar. Parte destas fontes foi analisada por mim, dando origem a uma tese de doutorado defendida junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da UFMG no ano de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo em quest\u00e3o se dedicou a explorar as cadeias locais mineiras de cidades cuja documenta\u00e7\u00e3o prisional se mostrou mais consistente ao longo da Primeira Rep\u00fablica (1889-1930). O per\u00edodo foi escolhido pois mesmo com muitas restri\u00e7\u00f5es, constituiu um tempo em que os debates sobre a humaniza\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria come\u00e7aram a ganhar espa\u00e7o entre os juristas. Nas localidades mineiras, delegados, ju\u00edzes e promotores tamb\u00e9m passaram a se preocupar mais com as vicissitudes dos espa\u00e7os prisionais, cobrando do chefe de pol\u00edcia estadual maior aten\u00e7\u00e3o aos problemas dessa natureza. Entre a documenta\u00e7\u00e3o analisada, cinco cidades se destacaram: Diamantina, Guanh\u00e3es, Juiz de Fora, Barbacena e Sabar\u00e1. As fontes da cadeia de Ouro Preto n\u00e3o foram inclu\u00eddas por serem excessivamente numerosas e as fontes da cadeia de Belo Horizonte foram deixadas de lado por se mostrarem superficiais.<\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-2 wp-block-column\">\n<p>Por meio da valiosa oportunidade concedida pelo Memorial Minas Gerais Vale, pude transformar, com o aux\u00edlio de uma valorosa equipe, a pesquisa citada em uma exposi\u00e7\u00e3o virtual. Trata-se, portanto, de um trabalho acad\u00eamico repensado de forma criativa para ser exibido em um ambiente virtual. Por conta disso, foi articulado de maneira a manter o rigor acad\u00eamico, mas dialogando com as possibilidades abertas por aquele contexto.&nbsp; O resultado foi a ess\u00eancia da tese convertida em um jornal de \u00e9poca fict\u00edcio, que atravessa o per\u00edodo republicano para abordar a tem\u00e1tica prisional desde as casas de c\u00e2mara e cadeia at\u00e9 as rebeli\u00f5es carcer\u00e1rias contempor\u00e2neas.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando a hospedagem digital, tomamos a liberdade de usar algumas \u201clicen\u00e7as po\u00e9ticas\u201d para explorar o assunto por meio de nuances distintas, de modo a tornar a experi\u00eancia mais diversificada. Neste cen\u00e1rio, foram usadas fontes manuscritas e imagens de \u00e9poca, mas tamb\u00e9m registros atuais, corroborando a ideia de que o debate prisional perpassa diferentes per\u00edodos e \u00e9 repleto de perman\u00eancias que parecem se mover em dire\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0s conquistas empreendidas pelas lutas no campo dos direitos humanos. &nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-6 wp-block-column\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<div style=\"height:59px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer deskonly\"><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-container-5 wp-block-group alignfull boxedestaque\"><div class=\"wp-block-group__inner-container\">\n<h3>Camila Similhana <\/h3>\n\n\n\n<p>Bacharela e licenciada em Hist\u00f3ria pela PUC-Minas, mestra em Ci\u00eancias Sociais pela PUC-Minas, doutora em Hist\u00f3ria pela UFMG, desenvolve resid\u00eancia p\u00f3s-doutoral junto ao PROMESTRE-FAE\/UFMG. Inicialmente se interessou pelo estudo da seguran\u00e7a p\u00fablica mediante recorte de g\u00eanero nas d\u00e9cadas finais do s\u00e9culo XX, migrou para a repress\u00e3o aos grupos \u00e9tnicos, mais precisamente as comunidades ciganas, no final do per\u00edodo imperial brasileiro. Desde o ingresso no doutorado, tem se dedicado \u00e0 hist\u00f3ria das pris\u00f5es no Brasil, mais especificamente as cadeias locais mineiras, buscando, na medida do poss\u00edvel, dialogar com o que \u00e9 produzido a respeito nos outros estados brasileiros, j\u00e1 que por enquanto n\u00e3o temos uma hist\u00f3ria das pris\u00f5es nacional, mas sim uma das hist\u00f3ria prisional com recortes regionais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/imagem.jpg\"><img loading=\"lazy\" width=\"720\" height=\"720\" src=\"http:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/imagem.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4596\" srcset=\"https:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/imagem.jpg 720w, https:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/imagem-300x300.jpg 300w, https:\/\/memorialvale.com.br\/virtual\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/imagem-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/><\/a><\/figure>\n<\/div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial Escrever sobre cadeias locais n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas tentarei abordar o assunto ao longo desta breve exposi\u00e7\u00e3o virtual. 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